Bom, estou decidido a fazer a cirurgia para retirada do excesso de pele.

Não chega a me incomodar tanto assim, mas só de saber que por causa disso não posso usar camisetas menores das que eu uso, já é um motivo.

Aliás, hoje experimentei uma camisa antiga, sem pretensão nenhuma, não imaginei que ia servir.. E.. serviu.. E ficou grande...

Mas essa era de uma fase a anterior a obeso. Uma fase que eu já era gordinho, porém mais pra magro do que pra obeso. 

Só a sensação boa de não precisar gastar em uma camisa bonita pra semana que vem, quando tenho um evento pra ir, já é demais.

Agora vou começar a pesquisar onde e quando posso fazer essa cirurgia... Provavelmente vou viajar pro Caribe novamente no verão.  Mas dessa vez quero poder tirar foto de corpo inteiro, não focando só rosto e o mar (vocês sabem do que estou falando)... rsrsrs

Esses dias eu li uma bizarrice no facebook de um "amigo" que me deixou com muita raiva... Ele estava "criticando" as pessoas fora de forma que insistiam em exercitar-se num conhecido parque de Porto Alegre exibindo suas "gorduras e pelancas", como ele descreveu.

Não seria nada demais se essa pessoa não fosse conhecida, formadora de opinião e alguém que dita moda pro estado. É ridículo isso... Agora, quem está fora de forma não pode nem mais "tentar" entrar em forma porque agride as pessoas que já estão em forma.

Mas pior não é nem isso.. Foi perceber a repercussão positiva (o famoso "curtir" do facebook) e os comentários de apoio ao rapaz. Deu muita raiva.. Não quis comentar porque iam pensar que é algo pessoal, por eu ser uma das pessoas que provavelmente deveriam estar no dito parque me exercitando. Se eu já estivesse 100% no meu peso ideal, ao menos ninguém poderia dizer isso

 

Bom, se alguém puder indicar uma clínica ou médico, especialista em cirurgia pra retirada de pele pós bariátrica, me indiquem. De preferência um artista que não deixe cictrizes gigantes. ;)

E se puderem me falar mais sobre a cirurgia, sobre o quanto é perigosa, o quanto demora, o quanto dói, quanto tempo depois já está bem, essas coisas... Estou no estágio inicial desse processo. Qualquer comentário e conselho é bem vindo!

Salve!

Estou de volta. Sumi mesmo, sei disso. Mas a culpa dessa vez não foi do trabalho. Foi da memória. Havia esquecido todas as minhas senhas.

Hj perdi algumas horas tentando recuperar tudo e me dei conta que eu tinha esquecido era o username, e não a senha. Agora que corrigi dá até um alívio. Não ia nem conseguir deletar esse blog pra criar outro.

Comigo no mais está tudo bem. Hoje chegou meu computador novo, estou muito feliz. Comprei o que há de melhor para a minha área. Eu quero trabalhar mais em casa e com uma máquina desse calibre tudo fica mais fácil.

Encontrei uma médica e estamos se dando bem no meu tratamento da Neuropatia. A desgraçada só mandou eu tomar 4 injeções de citoneurin nesse mês. Que injeçãozinha maledeta...

Eu estou chegando num peso que pra mim tá mais que satisfatório. Eu não quero emagrecer mais. Tenho medo de ficar com cara de doente, ficar com a aparência envelhecida. Eu cheguei a conclusão que gosto de ser gordinho. Não gostava de ser gordão, mas gordinho eu gosto. Agora fica a questão da cirurgia plástica. Fazer ou não fazer? Não sei, tenho medo... a cicatriz fica muito aparente? Alguém poderia me dar mais dicas disso? Quem fez não se arrependeu?

 

Eu hj

Agora há pouco testando a webcam do novo computador

Mais um diagnóstico...

Polineuropatia Periférica

 

Esse é o nome do bixo.

Sím, é mais um diagnóstico praquele negócios que eu sinto nas pernas...

 

Não sei se rio ou se choro.

Não tem nadavê com hérnia de disco —segundo mais esse doutor— e tem sim a ver com a cirurgia.

Ao menos, esse parecia convencido. Chegou a ligar pra outros médicos na minha frente afirmando que era isso e que iria encaminhar um paciente.

Ele afirmou que o diagnóstico pra isso é clínico e realmente, ele fez eu deitar na maca, e tava enfiando umas agulhinhas fininhas no meu pé e eu não senti absolutamente nada. Ia trocando de gramatura, até que eu senti algo. Não chegou a doer, mas deu pra sentir que algo estava acontecendo no meu pé, como uma discreta cócega. Aí ele me mostrou as agulhas que eu não senti e a que eu senti, mostrando o nível da minha Polineuropatia.

Outro segurança que ele me passou é que não parecia estar querendo passar o tempo, passar para o próximo paciente. Ficou comigo, fez questão de explicar timtim por timtim, pediu que eu deitasse na maca, fez aquele exame... Também encostou uma outra ferramente hospitalar no meu pé. Essa tremia levemente. Encostava no meu pé e eu não sentia nada. Depois me mostrou tocando com ela no meu  braço com ela o que eu sentia no braço mas não sentia nas pernas. Ficou claro.

De qualquer forma, por mais que de todos esse parecia ser o mais convencido, já não tenho tanta certeza. A impressão que eu tenho é que vou chegar no próximo médico e ter um novo diagnóstico. 

Quando o último doutor me mostrou os exames da tomografia e disse que eu não tenho hérnia nem nada, fiquei um pouco desanimado. Estranho isso. Eu desejava que fosse hérnia, justamente com medo de que o mistério continuasse que fosse algo ainda pior. Mas quem tem hérnia já me disse que nada pode ser pior, ainda mais se eu tivesse que operar. Agora, de certa forma, fico aliviado.

O melhor de tudo é que não preciso emagrecer. rsrsrss

Ok, é claro que eu preciso emagrecer, mas só o fato de isso não ser mais uma obrigação imposta, já me deixa mais tranquilo. Até tomei um café light, com pão 12grãos e queijo branco... Se eu estivesse tenso, é claro que seria mortadela, queijo muzzarela, maionese, leite com nescau e muito pão francês... Agora que de certa forma deu esse alívio, a comida ficou pra terceiro plano.

Depois dessa vou voltar pra minha equipe médica. Dei uma sumida por conta dessa preocupação com as pernas.

Vou voltar a focar unica e exclusivamente no resultado da cirurgia.

 

 

 

Tô de volta. Aos poucos.

É o primeiro post do ano e já estamos terminando o primeiro trimestre...
Não sentia mais vontade de escrever por causa da falta de bons resultados na cirurgia. Nada andava e as minhas dormências nas pernas estavam me deixando baixo astral e pessimista. Já estava sonhando com coisas piores, como cadeira de rodas, essas coisas. (ou influência da novela, sei lá.. rsrs)
Ah, e teve também o BBB. Sou viciado. Ontem acabou, então agora posso voltar com tudo.

Nada mudou durante um bom tempo. Só a minha total descrença com relação aos médicos. Sério, essa lance dos planos de saúde acabaram com o bom atendimento. Do jeito que está, é capaz de em pouco tempo eles tirarem até a cadeira no consutório para sermos atendidos cada vez mais rápido. Já conversei com alguns médicos amigos e até alguns que estavam hospedados na mesma pousada que eu em Los Roques. Também entendo o lado deles. Eles recebem uma mixaria do plano(mixaria mesmo, algo em torno de 10, 15, 20 reais) por consulta.
Engraçado que além da mensalidade, o plano me cobrava esse valor por cada consulta.. Ou seja, o valor absurdo da mensalidade não pagava nada além da minha carteirinha...

Recebi a visita de uma Médica de Vitória. Da área: cirurgia bariátrica.
Foi coincidência. Veio junto com um amigo de lá que veio me visitar. Conversa vai, conversa vem, descobri que ela é cirurgiã do estômago. Aí em boteco mesmo, bebendo cerveja e rindo à toa ela me disse que as dormências nas pernas nada tinham a ver com cirurgia. Que eram coincidência. E disse pra eu fazer uma tomografia que a posssibilidade de ser hérnia de disco era grande.
Achei ironia aquilo.. Não pode numa conversa de boteco eu descobrir o motivo das minhas dormências. Não com tanto médico envolvido no meu tratamento.
E não é que era?

Sério.. Me senti um palhaço na sala do ortopedista. Ele não acreditou que minha equipe médica em nenhum momento cogitou ser Hérnia de Disco. Ele falou que só de me ver, de ver meu tamanho e saber do histórico do sobrepeso, já deduziu que era isso. Quando contei sobre as dormências e fisgadas, então, aí que ele não teve dúvidas.

Fiz minha tomografia.
Ainda bem que não era nada sério (ainda) e bem longe de fazer uma cirurgia na coluna (o que seria péssimo, segundo ele).
Mostrou pela imagem que dois discos estão um pouco afetados, um pouco apagados e distorcidos, mas nada sério e que a única coisa que eu tenho a fazer é .. emagrecer.
Porra. Emagrecer? Se fosse tão simples... Passei a minha vida inteira tentando e precisei arriscar minha vida numa cirurgia dessas.
Engraçado que todo mundo no meu trabalho dizem coisas sobre eu emagrecer como se eu fosse "sem vergonha"... Alguns usam cocaína que eu sei. Quase falei.. "Sabe quando tu fica na fissura pra cheirar mais um pouco e quase morrer de overdose? Pois é. Eu sou assim com comida. Então não me julga, ok?"
Antes de eu continuar, cabe um parênteses: não uso drogas, nunca usei. Se traguei 3 cigarrinhos do capeta durante toda a vida foi demais. Não fumo. Minha única droga é uma coxinha de galinha e uma barra de chocolate tradicional de vez em quando...
Aliás, uma nutruicionista famosa aqui no estado, tinha até um quadro num programa de TV, um dia me falou: Anderson, dá graças a Deus que você canalizou todas as tuas frustrações e ansiedades na comida. Poderia ser nas drogas, bebidas, outros vícios, mas foi na comida.
De certa forma naquele momento me conformei...

Voltando às pernas. Vou focar na dieta de novo. Achei que nunca mais ia fazer dieta como antigamente. Não que eu achei que nunca mais faria uma dieta. Mas não aquelas de antigamente de ficar na saladinha, pão preto...
Vou focar nisso de novo pra perder os 20 quilos que preciso. E aí cair na faca.
Antes, vou ter que fazer fisioterapia pra ver se passam as dormências.

Desculpem a ausência.  Eu nunca consigo acreditar que alguém goste mesmo do que escrevo. Mas aí eu recebo um e-mail ou comentário e me sinto mal por não comentar mais rsrsrrs. Tudo é motivo pra sentir-se mal. Mas antes sentir-se mal sabendo que eu fiz o bem pra alguém do que sentir-se mal e não fazer nada além disso.
Leio tudo viu. E-mail, comentário. Só não respondo porque não quero ser repetitivo ou sei lá, medo talvez. Mas leio e gosto de tudo. Nunca nenhum comentário ou e-mail me incomodou.
Abraços e tô de volta!

 

 

 

 

 

 

Empresa oferece desconto para funcionários magros e gera polêmica nos Estados Unidos

A neurose com a obesidade nos Estados Unidos está chegando a níveis alarmantes. E é realmente necessário lidar com o problema de saúde que assola boa parte da população por lá. O problema são as medidas, nada democráticas, encontradas pelos norte-americanos para resolver a questão.
Primeiro uma Universidade não queria que os alunos acima do peso se formassem sem passar por algumas semanas de ginástica para emagrecer.

Agora uma empresa que trabalha com alimentos lançou uma campanha interna, divulgando que seus funcionários mais magros ganharão um desconto maior na compra dos produtos da empresa. E tudo indica que a iniciativa deverá se estender ao consumidor final, muito em breve.
A medida da magreza ou obesidade dos funcionários é feita pelo IMC de cada um e uma tabela com descontos maiores ou menores em relação a ele foi elaborada para facilitar o trabalho da cobrança. Vai ter gente fazendo dieta para pagar menos nas compras! O problema é que a situação segue sendo absurdamente embaraçosa para os gordinhos…
Você se pesaria no mercado para pagar menos?



Quer saber mais?
Segue a gente no Twitter - @mmconteudo e @maurenmotta

 

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Só um adendo...

Os caras já são privilegiados com a magreza, com os músculos, com a aceitação da sociedade.. E ainda ganham isso?

Queria saber se eles dão desconto pros viciados que largaram a droga, o álcool e outras cositas más.


 

“PORCA GORDA”

Por que as pessoas acima do peso nos incomodam tanto?

Assisti à “Gorda”, peça teatral em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. Ri muito. Em certo momento, meu riso ficou triste. Eu estava triste. Não pela gorda da peça, mas por me reconhecer no preconceito contra ela. No final, chorei.

Este é o enredo. Helena e Tony se conhecem num restaurante. Ela é gorda. Não gordinha. Gorda mesmo. Helena é vivida com muita competência pela atriz Fabiana Karla, de Zorra Total (TV Globo). Segundo a sinopse oficial, a personagem está 30 quilos acima do peso. Se compararmos com uma das modelos da moda, deve estar uns 50. Tony (o ótimo Michel Bercovitch) gosta dela. Ela é inteligente, divertida, sensual. Bonita. Helena gosta dele. Os dois se apaixonam. Mas, como um cara jovem, bem sucedido, MAGRO e disputado pelas mulheres MAGRAS pode escolher uma gorda, amar uma gorda, ser feliz com uma gorda?

A reação social diante da versão de amor impossível da nossa época é protagonizada por Caco (Mouhamed Harfouch), amigo e colega de trabalho de Tony, e por Joana (Flávia Rubim), sua ex gostosa, cujo maior temor da vida é engordar. São eles que representam, no enredo e no palco, pessoas como nós – sempre menos magras do que gostariam, magras o suficiente para não serem chamadas de gordas na rua.

O texto do americano Neil Labute é inteligente, rápido, fatal. Rimos muito. Primeiro, com ela. Helena é uma mulher bem-humorada. Como muitos gordos, defende-se fazendo piadas sobre seu tamanho. A velha regra: adiante-se, ria de si mesmo, antes que os outros o façam com a crueldade habitual. Se perder o timing, não acuse o golpe – ou nunca mais o deixarão em paz.

Aos poucos, começamos a rir muito dela (e não mais “com” ela), pelas piadas de Caco, ao descobrir que o amigo está namorando uma “porca gorda”. Fat Pig é o nome original da peça. Mas gostamos de Helena, testemunhamos o apaixonamento dos dois, sabemos que eles são felizes juntos. E passamos a nos sentir mal de rir, ainda que continuemos rindo. Não queremos ser como Caco – muito menos como Joana. Mas somos tão parecidos!

Nós – o senso-comum sentado na plateia – somos o mais próximo de um vilão que esta peça produz. O texto e os atores são competentes o suficiente para fazer com que a gente prefira não vencer. Torcemos para que Helena e Tony consigam ficar juntos, apesar de nós. Torcemos para que eles consigam vencer nosso preconceito e nos tornar melhores do que somos. Não sei se torceríamos assim num episódio da vida real. E esta é a questão que a peça também nos deixa.

O final é brilhante.

Acho que vale a pena pensar sobre as questões que esta peça provoca. Começando por: qual é o nosso problema com os gordos?

Sobre a transformação do padrão de beleza, das rechonchudas musas da Renascença às modelos esquálidas e/ou musculosas de hoje, já se escreveu bastante. A pergunta que me desperta maior interesse não se refere – apenas – ao fato de acharmos as gordas feias, de relacionarmos gordura com feiúra. A questão que mais me intriga é: por que muitos acham as gordas (e os gordos) repugnantes? Se você não disse ou pensou, já ouviu alguém dizer: “olha que gorda nojenta!”.

Horrível. Mas tão comum que nos obriga a ir em frente.

Com todas as diferenças que, para nossa sorte, garantem a diversidade do mundo, somos impelidos a ser politicamente corretos. Fazer piadas com aquelas que foram as vítimas de sempre até não muito tempo atrás, como negros, gays, deficientes etc, pega mal hoje em dia. Temos de ser politicamente corretos ou corremos o risco de ser processados – ou mesmo de acabar na cadeia. Por que o privilégio de não ser ridicularizado não foi estendido aos gordos? Sobre os gordos podem ser ditas as coisas mais cruéis. E ainda se manter do lado certo da força.

O que diz o senso comum sobre os gordos? Primeiro, que são feios. Em geral, o máximo de elogio que um gordo consegue arrancar é: “Que pena, tem um rosto tão bonito...”. Dizem que são preguiçosos. Se fizessem exercícios – e como ousar não se exercitar neste mundo? – perderiam aquela pança. Afirma-se também que são sem-vergonhas. Se tivessem vergonha na cara, respeito próprio, fechariam a boca e seriam magros. E, então, poderiam pertencer ao clube dos magros felizes (????!!!!).

Portanto, segundo o senso comum, além de feios e preguiçosos, gordos também teriam falhas de caráter. E, como tudo, para as mulheres acima do peso é ainda pior. Neste mundo em que se compram peitos, bocas e bundas no crediário, soa imperdoável não arrancar a gordura à faca. Já ouvi muitas vezes frases como estas, referindo-se a alguém com mais quilos do que o “permitido”: por que não faz logo uma cirurgia de redução de estômago? Seguida por uma cirurgia reparadora e uma lipoescultura? Simples assim.

Sobre o estado psíquico dos gordos, a percepção é confusa. Por um lado, persiste a ideia de que todo gordo é engraçado. É um pândego. Como bobo da corte ou comediante, ele pode ser aceito. Nós mesmos, só conhecíamos Fabiana Karla como atriz do Zorra Total. Ninguém imaginou que, ainda que fazendo o papel de “gorda”, ela pudesse ter outros recursos que não a graça. Que os gordos mostrem nuances que não virem piada nos surpreende. Que eles possam nos fazer pensar sobre outras dimensões da vida é inesperado. Que tenham questões existenciais que não girem em torno de uma balança é estarrecedor.

Por outro lado, o senso comum também diz que, se é gordo, só pode ser infeliz. A maioria de nós acredita e repete isso. Fulano come demais, é infeliz. Fulano não consegue fechar a boca, é infeliz. Fulano compensa a infelicidade comendo. Ora, desde quando magreza se tornou sinônimo de felicidade? Você, magro ou magra, é loucamente feliz? Está rolando de rir vida afora? Ops, magros não rolam.

O mais disfarçado dos preconceitos vem embalado pelo discurso da saúde. É verdade que a obesidade está crescendo no Brasil. E é verdade que isso é sério. E é legítimo e relevante pensar e discutir o fenômeno com responsabilidade.

Mas será que não há um exagero nisso? Ou pelo menos do uso preconceituoso que se faz de uma questão tão séria? Hoje, quando olham para um gordo, além de feio, preguiçoso e sem-vergonha, muitos enxergam também um doente. Gordura virou sinônimo de doença. E nossa sociedade, que morre de medo de morrer, foge da doença. E das pessoas doentes. Os gordos parecem ser os leprosos de nosso tempo. E esta seria minha primeira hipótese para a repugnância que as pessoas gordas parecem evocar.

Não se trata de afirmar que a gordura não está relacionada a doenças – ou que a obesidade não seja uma doença. A Organização Mundial da Saúde afirma que é, quem sou eu para discordar. Só tento mostrar que é preciso tomar cuidado para não cometermos as mesmas crueldades que nossos antepassados consumaram ao exorcizar epiléticos, isolar leprosos. Todas essas práticas sempre foram realizadas em nome do “bem”. Guardadas as proporções e o momento histórico, nossa sociedade pode estar transformando os gordos, com os instrumentos desta época, nos culpados pela nossa impotência diante da doença e da morte.

Hoje a vida tornou-se uma patologia. Difunde-se que muito do que sentimos não deveríamos sentir. O ideal seria só sentir alegria num corpo magro, musculoso e eterno. Para cada sentimento e estado que extrapole estes limites impossíveis há uma patologia e uma penca de remédios e procedimentos cirúrgicos para “curá-la”. Acredito que vale a pena ter um pouco de cautela, enfiar alguns pontos de interrogação na cabeça, antes de sairmos rotulando todos os gordos como doentes. E, pior, com uma doença que dependeria só de boa vontade individual para ser curada.

Eu sou mais ou menos magra. Longe, bem longe do peso de uma modelo, mas ninguém me chamaria de gorda na rua. A maior parte da minha família é magra. E todos nós temos doenças. Eu tenho quatro hérnias de disco. Meu pai, mesmo com um metabolismo fenomenal e índices de colesterol e triglicérides perfeitos, tem problemas cardíacos desde jovem. Meu irmão do meio não tem um grama de gordura a mais no corpo, come alimentos saudáveis e se exercita com método: a cada semana corre quatro dias, faz musculação e natação em outros dois. Ainda assim, é um pré-diabético.

Parece-me lógico que o envelhecimento traga doenças. A vida nos gasta. Nosso corpo também tem prazo de validade. Pela biologia, estamos prontos para morrer assim que alcançamos a idade reprodutiva, transmitimos nossos genes e criamos nossa prole. Conseguimos, à custa da Ciência (e ainda bem que conseguimos!) espichar nosso tempo de vida e até com qualidade crescente. Mas, infelizmente, não vamos nos livrar das doenças. Nem de morrer. É duro olhar para os limites. Mas não fazê-lo pode ser pior.

Os gordos podem ser vítimas de nosso medo de morrer. Pagam um preço alto pela nossa dificuldade de lidar com a desordem inerente à existência humana. Tornamos suas vidas insuportáveis – inclusive as lojas bacanas, que se recusam a oferecer números maiores que 42 – porque eles apontam em seus excessos aquilo que nos falta a todos: controle sobre a vida. Esta é uma hipótese, apenas. Acredito que existam muitas outras.

Acho importante tentar compreender porque insistimos em jogar os gordos na fogueira contemporânea. Por todas as razões que dizem respeito à vida de todos – e principalmente para não infligirmos sofrimento ao outro que nos ameaça com sua diferença. Só sei o óbvio: tanto medo, capaz de causar repugnância, revela mais sobre os magros do que sobre os gordos.

Talvez, num dia próximo, não seja preciso escrever em termos de “nós” – e “eles”. A vida é diversa. Sempre houve os magros, os gordos, os altos, os baixos, os de olhos azuis, os de pele escura. Esta riqueza é um patrimônio humano que fez muito bem à espécie. Ser capaz de reter gordura, aliás, garantiu nossa sobrevivência por milênios. Quando os gordos lutam para ser magros, estão brigando contra a biologia. Algo nada fácil de fazer. Muito menos de vencer.

Se engordamos – por herança genética ou outras razões –, não há um só caminho a seguir, uma única estrada para a luz. Pelo menos acredito que não. Emagrecer não é a única alternativa – seja para atender ao padrão de beleza vigente ou para responder ao modelo de saúde atual. A vida é um pouco mais complexa que isso. E há muitas maneiras de medir sua qualidade – assim como o significado de uma existência plena varia de uma pessoa para outra tanto quanto sua disposição genética para esta ou aquela doença.

Se um dia eu engordar muito e tiver problemas de saúde por causa do peso, possivelmente vou optar por continuar comendo minha feijoada semanal. Porque comer o que gosto é uma dimensão essencial da vida para mim – importante o suficiente para não abrir mão dela. Para outra pessoa, privar-se de seus pratos preferidos pode valer a pena em nome de uma vida mais longa ou de vestir um tamanho 38. Cada um tem suas prioridades. É bom lembrarmos que o pensamento dominante atual sobre a saúde não é apenas um produto do avanço da medicina, mas um produto da cultura. E do mercado.

A “gorda” da peça teatral não quer ser magra. Depois de um percurso sofrido na adolescência, ela gosta do que é. E nós, na plateia, também gostamos. Em determinado momento, percebemos que, se ela reduzir o estômago e fizer uma super dieta, algo essencial dela se perderá. Não é apenas uma questão de arrancar gordura do corpo. O que está em jogo é bem mais do que isso.

“Gorda” nos dá a oportunidade de enxergar mais que um acúmulo de células adiposas em outro ser humano. Ao olhar para Helena, a personagem da Fabiana Karla, nos deparamos também com o tamanho extra-large de nosso preconceito. Mesmo quando embalado em nossas melhores intenções.

ELIANE BRUM

 

Drop Dead Diva

 

Como eu sou meio viciado em cinema e séries, hoje eu decidi dar uma dica de um seriado que começou há duas semanas a passar no Brasil (ainda dá tempo de acompanhar, hoje foi o segundo episódio da primeira temporada).

Se chama Drop Dead Diva. Passa no Canal Sony, toda segunda as 22h.

É a história de uma patricinha fútil e magra que morre e encarna no corpo de uma advogada inteligente, bem sucedida e gorda.

Durante as chamadas da TV eu achei que pudesse ser algo totalmente estereotipado e totalmente fora da nossa realidade.

Mas não achei isso. Eu me identifiquei várias vezes, mesmo ela sendo mulher. Mas justamente por já ter sido magro e "dentro dos padrões" de beleza e em pouco tempo ser ignorado ou olhado diferente por ter engordado.

Tem momentos muitos especiais e que todo mundo como a gente (ou ao menos eu acho que só gordos ou gastroplastizados lêem esse blog) se identifica.

É tocante como a personagem magra se dá conta de como é de uma hora pra outra deixar de ser popular e admirada, para ser ridicularizada ou digna de pena.

Ou como no episódio de hoje, que em certo momento ela achou que o barman ia lhe dar uma bebida grátis, como sempre acontecia antes quando tinha um corpo magro e esbelto e foi ignorada e lhe cobrou 8 dólares por um mojito.

E eu também adoro filmes/seriados com julgamentos e advogados. Então tá sendo um "prato cheio" pra mim esse seriado.

O episódio de hoje, onde ela teve que defender uma garçonete que foi demitida por ter engordado foi de certa forma tocante.

Há momentos hilários também. Logo que ela "encarnou" no corpo gordo da Jane, mal conseguia parar de pé. Não conseguia se equilibrar direito. Também passou a sentir calor no escritório e não consegue evitar de comer donuts. O corpo da Jane( a gorda) pede, mas a cabeça da Deb (a magra) sabe que não deve.

Além disso, ela tem uma rival no escritório que é a "gostosa" do pedaço.

Quem nunca teve um rival que era justamente alguém popular/bonito(a)?

Não bastasse isso, seu ex namorado (da Deb, a magra) vai trabalhar no escritório de advocacia onde a Jane (a gorda, que agora tem a alma da magra) trabalha. E ele é cantado sem parar pela rival magra do escritório.

Parece complicado, mas é uma comédia bem leve e gostosa de assistir. 

 

drop dead diva

Na foto acima, Jane (ou Deb já encarnada em Jane) olha feio para sua rival no escritório de advocacia onde trabalha, observada por sua fiel assistente.

Raiva, frustração e Alfajores.

 

Eu nunca tive dúvidas que grande parte da minha ansiedade vinha da minha profissão, a publicidade.

Só que eu nunca soube ou me dei conta em que momentos isso acontecia.

Achava que era o excesso de trabalho — e realmente, eu trabalhei como um remador de Benhur— mas hoje eu percebo que não.

Foi a partir do momento que eu me decepcionei com ela. E faz tempo. 

Eu sempre fui muito sonhador e minha infância passava sonhando em qual seria minha profissão. Enquanto não sabia ou decidia, fazia minha parte, estudando, lendo, tentando aprender o máximo possível.

Eu criei uma fantasia que a publicidade era a profissão dos sonhos. Onde eu me realizaria, onde eu não sofreria podas das minhas idéias e seria altamente estimulado a extravasar minha criatividade. Ledo engano.

E desde que eu percebi isso, fui tomado por uma frustração tão grande que perdura até hoje...

Poxa... abri mão de fazer Animação... Trabalhar na Disney criando filmes maravilhosos. Desisti do sonho de fazer histórias em quadrinhos e colocar no papel toda a fantasia que tomava conta da minha cabeça. Desisti do sonho de ser astronauta (tá, essa é bem antiga mesmo, não cheguei a delirar na adolescência com isso).

Troquei tudo pela publicidade, já que todos os meus professores, de todos os anos me diziam, que eu seria um grande publicitário.

Não sei quão grande eu fiquei. Não sei até que ponto eu cheguei na carreira. Esse ano, mesmo frustrado e quase desistindo, estou como finalista no cargo de Diretor de Arte do Ano e Designer do Ano do estado. 

Mas não há dia em que eu não chegue no trabalho já querendo ir embora. 

Eu dei essa volta toda só pra contar a "maldade" que  eu fiz pra mim mesmo essa semana. Não foi um dia diferente dos outros e o que aconteceu é rotina, é mais regra do que exceção.

Recebi o prazo de 2 dias pra fazer 4 trabalhos gigantescos. E não tinha choro nem vela, tinha de ser feito.

Eu quase explodi... Meu sangue subiu, comecei a suar, fiquei vermelho, os pensamentos piraram e eu falava rápido, alto, xingava o ar, as estrelas, o dia, o azulejo do banheiro...

Antes mesmo de tentar solucionar, tive todas as sensações horrorosas que um ser humano pode ter quando está com raiva, frustrado, decepcionado e triste.

Era um absurdo tão grande que houve uma reunião e diminuíram a quantidade de trabalho. Só teria que criar um dos trabalhos. (e mesmo assim, 2 dias era pouco pra só ESSE trabalho).

A coordenadora de pauta, o gerente de criação, todos se empenharam. Mas ainda assim, tudo isso só aconteceu depois que eu tive quase um piripaque. Eu precisei ter estragado meu dia, ter manchado minha imagem de bom profissional, precisei lembrar mais uma vez o quanto eu estou infeliz na minha área profissional.

Tudo solucionado e raiva persistia. Eu não conseguia aceitar que alguém dentro da empresa com um mínimo de QI possa ter cogitado aquele prazo na minha pauta. Achei um desrespeito gigantesco para comigo e maior ainda para com o cliente, pois por mais que eu me empenhasse, o cliente jamais receberia um trabalho no mínimo aceitável. Ao menos não que passasse pelo meu controle de qualidade.

Dali, levantei como um foguete, bufando.. desci os 3 andares até a rua, entrei no mini-mercado ao lado da empresa e comprei 4 Alfajores uruguaios... Eu nem sabia o que eu tava comprando, não pensava nem no preço nem na quantidade... Saí dali já devorando um.... No elevador devorei o outro.. Sentei na minha mesa e devorei os outros dois. Assim mesmo, como um animal. Meu estômago já doía, a vontade era de vomitar, eu nem senti o gosto mas já estava com 4 alfajores no estômago.

E aquilo me deu uma calmada estranha. Um arrependimento, uma tristeza de ter feito isso comigo. Eu relaxei, mas continuei triste. Mais ainda que antes. Me sentia impotente e com a clareza em mente, finalmente, que era essa raiva misturada com frustração que fez com que eu engordasse tanto.

E eu parei pra pensar um pouco e esses episódios foram corriqueiros nos últimos 7 anos pelo menos. E a cada episódio desse eu comia muito, mas muito mesmo. A ponto de em certa fase ter tido bulimia.

Não é só ansiedade. É raiva e frustração também.

Essa combinação é explosiva. Mórbida. Terrível.

Não sei se eu soubesse disso antes as coisas teriam sido diferentes.

Eu tenho é que dar um jeito de não deixar isso mais se repetir. Até porque, já fazem uns 6 meses que a minha balança não mexe. Eu tenho tido mesmo muita raiva e frustração no trabalho ultimamente.

Malditos Alfajores Uruguaios deliciosos. E calóricos.

Duas fotos. Na primeira, lembrança de um tempo que não volta mais: magro e ainda amando a profissão.

Mais abaixo, lembrança de um tempo que eu comia quando tinha fome, e não quando tinha raiva.

 

blog cocazero

 

 

Tô de volta!

Estou de volta!

Que férias!!

Nunca imaginei que um dia eu poderia conhecer um lugar como Los Roques. De tudo, só fiquei com uma certeza: eu volto lá!

Foram alguns dos melhores dias d aminha vida, deu pra descansar, observar a reação das minhas pernas... E realmente, longe do estresse, tive menos problemas com elas. Principalmente ao nadar...

Tanto que cheguei ontem e hoje já estava entrando em contato com a Escola de Natação mais próxima da minha casa e finalmente achei o exercício que não vai incomodar minhas pernas.

Também vou tentar voltar à musculação devagar, somente na parte superior...

Decidi que vou assumir que sou grande e jamais vou ser magrinho mignon. Então, vou malhar pra definir e vou ser grandão mesmo, mas ao menos, definido e não gordo.

Comi comidas leves, peixes.. Tá, em Caracas me perdi nos fast-foods, porque nunca vi tantos. Nem nos EUA vi tanto fast-food americano. De todos os tipos.

e logo chegando em caracas fui atrás de uma churrascaria, porque não aguentava mais peixes e tava sedento por carne. E feijão. Mas feijão não consegui comer em Caracas.

Deu pra refletir bastante, pensar no "daqui pra frente"... 

Deu pra perceber as mudanças... Já que não sou tão gordo, recebi muita paquerada descarada.. rsrsrs

Em São Paulo também. Aí que vi que já sou um gordinho ajeitadinho, eheheh. Mas impressionante como mudou e eu andava tão estressado e ocupado que não havia percebido. Faz bem pro ego, é como se fosse um sional de "vitória", mas tenho o pé no chão e não caio mais nessas olhadinhas... Prefiro quem me paquere pelo conteúdo e não pela forma. 

Hoje o papo é curtinho, mais pra postar algumas fotos e pra avisar que já cheguei chegando! :)


Primeiro, Caracas:
Transporte público em Caracas

Praça Francia

Eu na churrascaria

Minha companheira

Avenida Paulista de Caracas

Uma parte charmosa do Centro

Outra churrascaria

Casa onde nasceu Simón Bolívar

Voltando pra casa

E agora Los Roques

Los Roques

Los Roques

Los Roques

Los Roques

Eu em Los Roques

Eu em Los Roques

Eu em Los Roques

Eu em los Roques

Eu em Los Roques

Eu em Los Roques

Eu em Los Roques

Acabou! :)


No lugar mais lindo

Falta pouco... Em 4 dias vou ao lugar mais lindo que já vi em fotos...
Só hoje consegui ter paz nos últimos 3 meses. Assim que souberam que eu ia tirar férias, a agência me tirou o couro.
É o presente que eu me dei depois da cirurgia.
Não sei se vcs sabem, mas eu desejei muito isso. Tanto que eu não tinha grana, estou terminando de pagar dívidas.
Mas desde que vi as primeiras fotos desse lugar, meti na minha cabeça que eu ia pra lá.
Dei um jeito.. Juntei pontos no cartão que geraram milhas e consegui a passagem pra Caracas. Aí faltava o principal, estadia, alimentação e transporte lá.
Usei o trunfo que eu tenho: a criação.
Entrei em contato com as pousadas de Los Roques e ofereci meu trabalho por estadias.
Não só consegui a resposta de uma pousada de lá, uma das melhores, como o dono da pousada, um italiano gente boa, ofereceu mais que simplesmente a hospedagem. Ofereceu o pacote completo... Com translado de avião de Caracas a Los Roques ida de volta mais pensão completa, todas as refeições e lanches, incluindo jantares italianos feitos por um chef italiano (e vai ter lagosta que sempre sonhei em comer!!!!), passeios de barcos da própria pousada para as ilhas da região, coquetel de recepção, etc...
Já comecei a fazer o site.  Aintrodução animada já está pronta. E o logotipo que eu fiz também. Falta muita coisa, mas estou indo pra lá justamente pra fazer as fotos pra colcoar no site. Ah, e detalhe, tudo isso pra duas pessoas.. :)
Hoje que a poeira dos ultimos meses passou, bateu a depressãozinha... eu trabalhei muuuitos nos últimos meses e tô decidido de uma vez por todas  a tomar o caminho solo. Recebi a proposta de sociedade numa agência em Vitória ou abrir a minha em Porto Alegre mesmo. Não nasci pra ser empregado.. Eu nasci pra mandar em mim e curtir o sol do caribe! :)
Esses 15 dias de férias vão servir pra refletir um pouco. Lá não tem muito o que fazer memso a não ser curtir o mar. Então, quero pensar muito. E tomar decisões. A principal delas é colocar minha saúde em primeiro lugar e agora fazer dieta. Sim, porque eu tava sempre só deixando a cirurgia fazer o papel dela, não tava ajudando muito. Mas a partir de agora, vou dar aquele empurrãozinho com a barriga (ou com o que sobrou dela). Acelerar o que der pra fazer minha plástica no outono. Não quero fazer nem no verão nem no inverno.
Saí de férias pessoal.. eu mereço...
:)
Dia 21 de setembro estou de volta. Mais bronzeado, mais magro e mais feliz!

Julho, mês do desgosto

 

Muita coisa aconteceu nesse meio tempo. Lá se vão 2 meses desde o último post.

As pernas voltaram a incomodar. Não sei mais o que fazer. Amanhã faço mais uma bateria de exames, levo aos médicos, vou dar um certo ultimato e vou exigir uma certa seriedade nisso, afinal, estou começando a sentir uma dormência de vez em quando nas mãos também. E isso muito me assusta, afinal, as mãos são meu instrumento de trabalho. Não tem como eu continuar trabalhando sem usá-las. Não posso nem pensar em repouso ou coisas do tipo. Ontem dei uma corridinha pra alcançar uma amiga que estava alguns metros a frente e parecia que eu ia morrer... As pernas não respondiam... Uma coisa de louco. Eu não voltei pra academia por causa disso. Eu não fiz exercícios por causa disso. E foi isso que atrapalhou todo o meu processo de emagrecimento. Não vou admitir nenhum puxão de orelha de médico se algum deles chegar a comentar que meu emagrecimento está um pouco abaixo da média (e está mesmo). Mas ninguém sabe o que está acontecendo comigo...

Isso ajuda a aumentar o meu estresse, que já não é pouco. Junho e julho foram meses catastróficos. Muito trabalho, mudança, dívidas, compromissos, decisões... A dor de cabeça de sair do apartamento onde eu estava pra esse onde estou há mais ou menos 1 mês e meio foi algo que eu não quero repetir tão cedo. A imobiliária me incomodou como pôde. Me cobrou o que pôde. Ainda tô montando o outro apartamento, muita coisa encaixotada, muita coisa no chão, mas aos poucos ele tá tomando forma.

a sala tá quase toda prontinha, aqui dá pra ter uma noção:

sala

E essa é a vista dele pela manhã (hoje pela manhã)

vista pela manhã

E essa é a vista dele noturna, ontem a noite:

Vista noturna

E essa é uma foto minha, testando minha máquina nova:

me

 

Quanto ao emagrecimento, continua...

lento, mas gradual. Prefiro assim. Pouca gente percebe, mas quem demora a me ver, sempre percebe.

Ontem mesmo vi umas amigas americanas (as que trouxeram minha máquina nova) e elas comentaram que estou mais magro) assim como um amigo que passou 40 dias no japão e voltou e comentou o mesmo. Eu sinto pela roupa. Esse mesmo amigo, que é super magro, tinha me emprestado uma jaqueta da Hugo Boss pra eu ir num evento na Serra super chique... e essa jaqueta não fechava... Mas eu disse que não tinha problema, eu usava aberta mesmo que por baixo eu tinha uma roupa bonita, era só pra ir apresentável com uns clientes. Ontem quando entreguei essa jaqueta pra ele, mostrei que a mesma jaqueta não só fechava como estava meio soltinha em mim... E não era de excesso de uso, era porque eu emagreci mesmo, tive que fazer mais um furo no cinto que costumo usar. 

O lado negativo disso é o frio que eu ando sentindo. Aqui em Porto Alegre tem feito um frio danado. O apê novo é super alto, como podem ter percebido pelas fotos. Além de ser no último andar (16º), fica na parte mais alta do centro da cidade, onde mais bate vento.... Ou seja, mais frio que o resto da cidade. Final de semana passado os termômetros de Porto Alegre regsitraram -1º... Lá em cima onde eu moro com certeza a sensação térmica ficou bem abaixo disso...

Hoje pela manhã acordei bem cedo pra fazer umas fotos, como essa da neblina que postei aqui. Minha mão quase congelou. Fiquei uns 15 minutos depois com o secador de cabelo aquecendo as mãos. E vivo pra lá e pra cá com umas pantufas de pantera negra que ganhei quando estava no hospital (e confesso que não entrou no meu pé pois o pé era gordo também).  O frio em gente magra é cruel! (como é bom falar isso.. rsrsrs)

Dias 12 e 13 estarei em SP.. Se alguém quiser comer uma pizza no Piola vamos marcar. Preciso descansar, parar de trabalhar um pouco... Julho foi cruel comigo.. Agosto promete ser mais tranquilo...

Mas em setembro... Ah, setembro, VEM!!!!


 

1 ano

Tava eu aqui, curtindo a insônia as 3h da manhã.. Fruto de uma mal calculada dose de Ritalina as 11h da noite (quando não se deve tomar depois das 19h...) e me dei conta que, hj, já é 27 de maio e que exatamente hj tá fazendo 1 ano que eu operei!!

:)
Muita coisa se passou, meus exames estão ótimos. Minha endocrino diz que parece que eu nem fiz a cirurgia, principalmente pela minha facilidade de comer carne. Não caiu cabelo, minhas unhas estão ok, é só comer devagar que até pedra desce pelo meu estômago.
No momento, estou passando por um platozinho bem vindo. Não quero mesmo que as coisas sejam tão rápidas. Ainda tenho a esperança de não precisar de cirurgia plástica. Por enquanto tá tudo no lugar, e espero que assim continue.
O único problema mesmo após a cirurgia foi aquele lance nas pernas e pés que já relatei..
Porém, nada que uma avaliação pessoal mais a fundo da minha rotina não entregasse o jogo.
Percebi que eu vomitava demais. Muito mesmo. Porque sempre "passava" um pouco do limite. Justamente quando começaram as dormências, em novembro de 2008, foi quando eu comecei a comer mais depois da cirurgia, ou seja, mais vômitos e baixa de eletrolitos e potássio.
Sempre soube que o vômito tira do corpo mais que o alimento que foi ingerido. Sai vitaminas essenciais junto.
Confessei isso a minha neuro. Ela na hora disse que só poderia ser isso mesmo. Resultado: doses de potássio e...
Minhas pernas estão começando a voltar ao normal. Já sinto elas bem mais...
Espero que seja isso mesmo. Já comecei a me controlar e não deixar que meu organismo precise liberar meu excesso. Criei até uma planilha de "X" dias sem vomitar.
Comecei no domingo, mantive na segunda..e...hoje exagerei de novo no almoço. comi com os olhos e mandei tudo privada a baixo. Amanhã começo de novo e vou precisar sempre me lembrar de não comer com os olhos. Mas essa mania de hordo ainda me persegue... Nos buffets não consigo pular uma opção disponível... Vai todos tipos de saladas, de carboidratoas, de carnes... E no final, pago caro e nnao consigo comer nem 1/3 do prato.
Mas ao menos, identificado o problema, é um estímulo a mais pra respirar e pensar um pouco antes de encher o prato.

Ilusão

Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer
Com ela
Não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi

Mi corazón desde entonces
La llora diario
No portão
Por ella no supe que hacer
y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz

É a ilusão de que volte
O que me faça feliz
Faça viver

Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Viver-la feliz

Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de ser la feliz

Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

 

Continuo relapso com esse espaço, me desculpem.

Não e má vontade. É simplesmente que eu tenho vindo pra frente do computador e as coisas não estão saindo naturalmente. Não sei se me entendem. E como percebi que aqui aparecem muitos que precisam se identificar pra tomar a decisão pelo sim ou pelo não da cirurgia, prefiro só escrever quando as coisas saem do fundo da alma. E não qualquer coisa só pra manter o blog atualizado.

Que eu mudei depois da cirurgia não resta a menor dúvida. Ando eufórico com uma luz no fim do túnel na minha carreira. Simplesmente vou tentar mudar o foco, sair de agências de propaganda tradicionais para migrar para agências onlines (focadas em internet). Estou fazendo um curso muito bacana e acho que vou conseguir o que estou querendo.

Por falar em "estar querendo", se há alguma coisa das coisas clichês que eu sempre acreditei foi naquela frase atribuída ao guru de auto-ajuda Lair Ribeiro: "Quando você quer muito uma coisa, o universo inteiro conspira a seu favor".

Isso sempre funcionou pra mim.. Consegui ir pros EUA, pra SP e trabalhar na melhor agência de propaganda, consegui emagrecer, consegui os relacionamentos que eu queria.. Atualmente tenho o carro que desejei muito logo que vi pela primeira vez e moro num apartamento que era como eu queria, com a vista que eu sempre quis e pertinho de tudo que eu sempre quis em Porto Alegre.

Também consegui a cirurgia e estou emagrecendo bem e com saúde...

A última dessas coisas que eu quis muito e que consegui foi a tal viagem do POST abaixo. Desde que vi a foto desse paraíso no Caribe Venezuelano, decidi que ia conhecer. Porém, continuo endividado... Mas ainda assim quis muuuito e vcs nem imaginam que eu consegui a viagem completa, até com os passeios e visitas aos Parques Nacionais, todas as refeições com Chef Italino exclusivo. E de graça, para duas pessoas. Sério... Em breve vou ter as férias dos meus sonhos e de graça! Em Pousada de luxo!!

Mais a frente eu conto como consegui esse presente... Só não conto agora porque fiquei tão eufórico contando para os amigos e colegas de trabalho que comecei a perceber inveja de gente que eu jamais imaginei que teria esse sentimento comigo. De gente que deveria estar mais feliz do que eu por ter conseguido isso. É, essas coisas ainda acontecem comigo, por mais calejado que eu ache que esteja. Ainda desperto uma inveja até em pessoas que deveriam (ou eu pensava assim) que ficassem muito felizes com coisas boas que acontecem comigo. 

É, mais uma daquelas amizades que eu achava que seriam pra vida toda acabou. Ao menos acabou agora e eu não perdi mais tempo com gente que não gosta tanto assim de mim.

Quanto a dieta, agora é a hora de eu voltar com tudo pra academia (amanhã estarei lá as 6h30 da manhã, JURO. Quero estar bem nessas férias. 

Parei de vomitar com a frequência de antes... Agora paro de comer quando sinto que posso chamar o hugo. Antes eu não estava nem aí, comia até o hugo gritar depois...

Percequi que depois que os vômitos e as diarréias diminuíram, as dormências também diminuíram. Com certeza estão diretamente ligadas...

Minha neuro, depois que eu confessei que tava vomitando além da conta, disse que só pode ser isso. Que perco muitas vitminas e outras coisas quando vomito ou quando tenho diarréias prolongadas.

Passei a evitar coisas que me causavam isso com mais frequência e estou melhor. 

E comecei usar uma pomada pra cicatriz que é fantástica. O nome é TOPISON e depois da primeira aplicação já estava bem melhor.. Hoje, menos de 1 mês depois ela praticamente sumiu. Sinto dificuldade até de passar novamente pois não consigo enchergá-la, a não ser que haja muita luz.

Podem anotar essa dica que é quente! POMADA TOPISON 1mg/g. Custa menos de 30 reais.

Agora vou aproveitar e passar ela novamente. Não quero essa cicatriz estragando minhas fotos no caribe! 

 

 

Los Roques aí vou eu!

 

 

 

 

 

 

Já decidi o meu presente...

eu quero essa paisagem aí:

Eu já andava sonhando tanto com esse lugar.... LOS ROQUES, no Caribe Venezuelano!

Aí semana passada, ao falar pra um amigo que eu não tenho Carteira de Identidade há 9 anos - desde que me assaltaram- ele questionou: "E como tu viaja pra fora do país"?

Não viajo, pensei. E me dei conta que realmente, desde que fui assaltado não saí mais do Brasil. A última vez foi pra Buenos Aires, antes do assalto, quando usei minha identidade pra entrar na país vizinho.

Pois bem.. juntando a fome com a vontade de comer (nunca achei que ia usar mais esse termo depois da cirurgia, ehehe) decidi que uma viagem é o melhor presente. Eu queria me dar um presente de  aniversário da cirurgia. Fiquei pensando em roupas, festas, shows... Mas porque não melhor que isso, a viagem dos meus sonhos?

E porque LOS ROQUES? Porque é um lugar simples e perfeito. Ponto. Simples porque é só areia branca e mar transparente. Mais transparente que o mar mais transparente do Brasil —segundo amigos que estiveram em Los Roques e conhecem também lugares como Fernando de Noronha, Cabo Frio e Campeche. E não queria um lugar cheio de gente, cheio de festas.. Nem trilhas, montanhas, cachoeiras... Sim, porque lugares assim eu conheço. E até daria ótimas dicas (Ilha do Mel, pessoal!). Mas eu não queria um lugar assim dessa vez.. Não queria acordar todo dia e pensar num programa novo, tipo, em qual montanha subir?, qual trilha desbravar?, qual cachoeira conhecer? Quero só isso mesmo, areia branca e mar o mais transparente possível. Mar como o das Ilhas Maldivas. Acordar, ir pra uma ilha dessas e só pensar na vida. Olhar pra imensidão do mar azul turquesa e só pensar em mim. Não quero que nada tire o meu foco, só eu e o mar. E lá é assim... São dezenas de ilhazinhas (que não passam de bancos de areias minúsculos onde nao há mais nada além de você) e onde os barqueiros te deixam com um guarda-sol, uma cadeira e uma geladeirinha com teu almoço e lanche e só te busca na hora que tu definir... E passar o dia assim, de molho na água...

Deixa eu parar porque estou até salivando. Essa vai ser minha viagem perfeita. E vou marcar lá por setembro ou outubro, pra dar tempo de perder mais uns quilos e fazer fotos bacanas. :) Até o SMILES sorriu pra mim e está a meu favor.. Liguei por acaso e descobri que tenho 46 mil pontos de milhagem! Dá pra ir e voltar duas vezes pra Los Roques! 

No mais, as pernas continuam daquele jeito.. Fiz a tal da eletroneuromiografia. Não doeu como achei que ia doer. Mas que incomoda, isso incomoda. A princípio não apontou nenhuma anormalidade. Mas que tem algo errado, isso tem. E isso me impede de malhar, porque eu quase tropeço na esteira ou sinto meu pé saindo do pedal do transport. É muito chato.. Parece que não tenho controle total das pernas e pés. Preciso descobrir o que é isso logo, proque gostaria muito de malhar. E me preparar pra minha viagem.

 

Acho que vou aproveitar essas milhas e dar uma esticadinha esse final de semana em SP.. Show do Radiohead...

 

Olha eu agora de noite, com a cara de quem acabou de ver mais

um monte de fotos de LOS ROQUES...

 

 

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